Afinal o grande arquitecto não deixou os seus créditos por mãos alheias. Existem muitos que seguem o seu exemplo (discípulos aficionados) desde a bela da palmadinha até ao seu famoso vocabulário.
No entanto, nunca me passou pela cabeça que o fizessem na televisão; em directo; num relato de futebol. Mas é a pura verdade.
Se recuar umas semanas, num dos jogos do Euro 2004, o Holanda – R. Checa, transmitido pela TVI, Toni, o comentador convidado pela estação privada, deliciou todos os telespectadores, com o seguinte comentário, após o golo do empate dos checos, por Baros:
“Ui, ui, uiiiiiiiiiiii!!!”
Ora, ou muito me engano, ou existe aqui uma certa perversidade nesta reflexão proferida pelo respeitável treinador Toni.
Então vejamos como fica esta bela frase com mais umas palavras:
“Vá, agora aguenta que não dói. Ui, ui, uiiiiiiiiiiii, ca bom”
Então, não faz lembrar ninguém???
Um novo rumo, sem nunca esquecer o que ficou para trás, guardando sempre as melhores memórias.
terça-feira, julho 13, 2004
quinta-feira, julho 08, 2004
Zé Dias
Foi numa tarde igual a qualquer outra que eu e o meu amigo Pedro (tás melhor?) descobrimos o mítico Zé Dias num ginásio em Moscavide, que não posso dizer o nome (começa por “c”, acaba em “e” e no meio tem as letras “ontrast”).
A história é bastante curiosa porque enquanto me preparava para ir embora, um homem começou a falar em alta voz para o seu telemóvel (tenho a impressão que dois ou três espanhóis devem ter perguntado “Quê pasa???”)
Sim, porque há pessoas que falam ao telemóvel de forma abrupta, quando basta conversar de forma calma e serena. Mas vamos ao que interessa. O homem gritava para com a outra pessoa que tava do lado de lá assim: “Pá, ò Zé Dias, ou me pagas o que deves ou vou aí e parto-te todo, c*r*lh*”; “Já me tou a passar Zé Dias, tu paga-me isso já, f*d*s*”
Ora, não deve ser muito comum encontrar uma situação destas no nosso dia a dia. No entanto, o lendário Zé Dias ficou marcado na minha mente e na do meu colega Pedro. Assim sendo, como nunca chegámos a ver a personagem, personificamos o típico português com o seu nome.
“Então mas quem é o Zé Dias, camandro???”
Não desesperem, vou já divulgar uma lista com os requisitos para reconhecerem um verdadeiro Zé Dias:
1) Usar bigode, sempre penteado, não vá o vento estragar o estilo
2) O cabelo muito bem penteado, puxado para trás, com gel natural (o cuspo é o mais peganhento)
3) Empregar, no mínimo, dois dentes de ouro, para que seja reconhecido ao longe
4) A falta de dois ou três dentes também dão um “look” gracioso e atraente
5) O palito nos dentes é INDISPENSÁVEL para que os bocados de carne da feijoada do almoço não o incomodem. Existem muitos movimentos rotativos que ele consegue efectuar com o palito, só ao alcance de predestinados. Também é importante fazer aquele barulho com a língua e os dentes, muito estranho e nada incomodativo
6) O Zé Dias come sempre de boca aberta
7) A camisa aberta até à barriga para que o pelo do peito e o enorme fio de ouro fiquem à vista
8) Pulseira de ouro no pulso bem como o anel à azeiteiro
9) A unhaca no mindinho direito, no mínimo com 3 cm.
2,9 cm??? Não, não pode, assim já não é um verdadeiro Zé Dias. Ou
3cm ou nada feito.
10) A camisa deve ser florida ou então ao quadrados (à pescador)
11) O perfume é essencial, sempre comprado nos “300” mas apenas é usado no cabelo. Os sovacos têm um aroma natural (o suor deixa qualquer mulher fascinada)
12) A meia branca com a raquete de ténis tem contido em si uma enorme classe
13) Coçar de forma rude as partes baixas, sobretudo quando vê uma mulher
14) Ser trolha ou talhante e falar de forma subtil com as mulheres, do género: “Quem me dera que fosses um frango, para te enviar um espeto no cu e fazer-te suar, ehehehe”
15) O seu carro deve ser um Renault 5 ou um Fiat 127 com um autocolante a dizer “tuning” e outro a dizer “Bebé a bordo”
16) Dentro do seu bólide, o som que ouve varia entre Tony Carreira, Toy, Trio Odemira, Ágata e Quim Barreiros (o clássico)
Zé Dias
A história é bastante curiosa porque enquanto me preparava para ir embora, um homem começou a falar em alta voz para o seu telemóvel (tenho a impressão que dois ou três espanhóis devem ter perguntado “Quê pasa???”)
Sim, porque há pessoas que falam ao telemóvel de forma abrupta, quando basta conversar de forma calma e serena. Mas vamos ao que interessa. O homem gritava para com a outra pessoa que tava do lado de lá assim: “Pá, ò Zé Dias, ou me pagas o que deves ou vou aí e parto-te todo, c*r*lh*”; “Já me tou a passar Zé Dias, tu paga-me isso já, f*d*s*”
Ora, não deve ser muito comum encontrar uma situação destas no nosso dia a dia. No entanto, o lendário Zé Dias ficou marcado na minha mente e na do meu colega Pedro. Assim sendo, como nunca chegámos a ver a personagem, personificamos o típico português com o seu nome.
“Então mas quem é o Zé Dias, camandro???”
Não desesperem, vou já divulgar uma lista com os requisitos para reconhecerem um verdadeiro Zé Dias:
1) Usar bigode, sempre penteado, não vá o vento estragar o estilo
2) O cabelo muito bem penteado, puxado para trás, com gel natural (o cuspo é o mais peganhento)
3) Empregar, no mínimo, dois dentes de ouro, para que seja reconhecido ao longe
4) A falta de dois ou três dentes também dão um “look” gracioso e atraente
5) O palito nos dentes é INDISPENSÁVEL para que os bocados de carne da feijoada do almoço não o incomodem. Existem muitos movimentos rotativos que ele consegue efectuar com o palito, só ao alcance de predestinados. Também é importante fazer aquele barulho com a língua e os dentes, muito estranho e nada incomodativo
6) O Zé Dias come sempre de boca aberta
7) A camisa aberta até à barriga para que o pelo do peito e o enorme fio de ouro fiquem à vista
8) Pulseira de ouro no pulso bem como o anel à azeiteiro
9) A unhaca no mindinho direito, no mínimo com 3 cm.
2,9 cm??? Não, não pode, assim já não é um verdadeiro Zé Dias. Ou
3cm ou nada feito.
10) A camisa deve ser florida ou então ao quadrados (à pescador)
11) O perfume é essencial, sempre comprado nos “300” mas apenas é usado no cabelo. Os sovacos têm um aroma natural (o suor deixa qualquer mulher fascinada)
12) A meia branca com a raquete de ténis tem contido em si uma enorme classe
13) Coçar de forma rude as partes baixas, sobretudo quando vê uma mulher
14) Ser trolha ou talhante e falar de forma subtil com as mulheres, do género: “Quem me dera que fosses um frango, para te enviar um espeto no cu e fazer-te suar, ehehehe”
15) O seu carro deve ser um Renault 5 ou um Fiat 127 com um autocolante a dizer “tuning” e outro a dizer “Bebé a bordo”
16) Dentro do seu bólide, o som que ouve varia entre Tony Carreira, Toy, Trio Odemira, Ágata e Quim Barreiros (o clássico)
Zé Dias
Dicionário Marcelês
O nome do blog suscitou duvidas em inúmeras pessoas que tiveram a audácia de ler o texto de abertura. No entanto, “dor no joelho” é apenas uma das expressões que uso nas conversas que mantenho com todos aqueles que estão a par do meu vocabulário. Desta forma, criei um dicionário com todas as palavras que expresso no meu quotidiano.
Assim, um dia, quando vos encontrar na rua e quiserem trocar uns dedos de conversa comigo, não fiquem à nora e digam: “À e tal… não percebo o teu dialecto”.
Abocanhar – acto de morder mas de uma forma hostil
Amendoim – excremento ou matérias fecais
Ananás – ânus, nádegas
Arrochada – soco, murro
Brlance Brlance – quando alguém fala numa linguagem indecifrável
Coçar a micose – não fazer nenhum
Dá-lhe um beijo – expressão de despedida. Pode-se acrescentar algo mais no fim
Ex: Ok, então dá-lhe um beijo na anilha
Dor no joelho – manifestação de desagrado em relação a um pedido
Kinkado – alguém que realiza uma acção fora do habitual, um coitadinho
Lhé – palavra de duplo sentido: quando um jogador efectua inúmeras fintas nem sempre consequentes; alguém que fala numa linguagem indecifrável
Lhékita – rapaz ou rapariga pequeno(a)
Não gostas – interrogação irónica em relação a um determinado assunto
Pobrezinho – alguém que realiza uma acção fora do habitual, um coitadinho
Queimado – alguém que realiza uma acção fora do habitual, um coitadinho
Ramadão – quando não se pratica um determinado acto, acção, durante um longo período de tempo
Revisão – sujeito que precisa urgentemente de mudar o seu comportamento
Tás melhor – expressão de saudação
Zé Dias – típico português
Para que este vocabulário não lhe seja estranho e de difícil interpretação vou simular uma conversa entre duas pessoas:
Sujeito 1 – Tás melhor?
Sujeito 2 – Por acaso ando um bocado em baixo, tou de ramadão com a minha namorada, que nem te passa pela cabeça.
Sujeito 1 – Todo kinkado, tens de ir à revisão dar um jeito nisso.
Sujeito 2 – Pois, ainda por cima anda um Zé Dias lá no meu bairro a dar-lhe a volta à cabeça.
Sujeito 1 – Não gostas?
Sujeito 2 – Claro que não, não sou nenhum pobrezinho.
Sujeito 1 – Desculpa lá, mas tá no ir, tenho de ir largar o amendoim, tou aqui com um ardor no ananás…
Sujeito 2 – Ok, então dá-lhe um beijo nas nalgas
Assim, um dia, quando vos encontrar na rua e quiserem trocar uns dedos de conversa comigo, não fiquem à nora e digam: “À e tal… não percebo o teu dialecto”.
Abocanhar – acto de morder mas de uma forma hostil
Amendoim – excremento ou matérias fecais
Ananás – ânus, nádegas
Arrochada – soco, murro
Brlance Brlance – quando alguém fala numa linguagem indecifrável
Coçar a micose – não fazer nenhum
Dá-lhe um beijo – expressão de despedida. Pode-se acrescentar algo mais no fim
Ex: Ok, então dá-lhe um beijo na anilha
Dor no joelho – manifestação de desagrado em relação a um pedido
Kinkado – alguém que realiza uma acção fora do habitual, um coitadinho
Lhé – palavra de duplo sentido: quando um jogador efectua inúmeras fintas nem sempre consequentes; alguém que fala numa linguagem indecifrável
Lhékita – rapaz ou rapariga pequeno(a)
Não gostas – interrogação irónica em relação a um determinado assunto
Pobrezinho – alguém que realiza uma acção fora do habitual, um coitadinho
Queimado – alguém que realiza uma acção fora do habitual, um coitadinho
Ramadão – quando não se pratica um determinado acto, acção, durante um longo período de tempo
Revisão – sujeito que precisa urgentemente de mudar o seu comportamento
Tás melhor – expressão de saudação
Zé Dias – típico português
Para que este vocabulário não lhe seja estranho e de difícil interpretação vou simular uma conversa entre duas pessoas:
Sujeito 1 – Tás melhor?
Sujeito 2 – Por acaso ando um bocado em baixo, tou de ramadão com a minha namorada, que nem te passa pela cabeça.
Sujeito 1 – Todo kinkado, tens de ir à revisão dar um jeito nisso.
Sujeito 2 – Pois, ainda por cima anda um Zé Dias lá no meu bairro a dar-lhe a volta à cabeça.
Sujeito 1 – Não gostas?
Sujeito 2 – Claro que não, não sou nenhum pobrezinho.
Sujeito 1 – Desculpa lá, mas tá no ir, tenho de ir largar o amendoim, tou aqui com um ardor no ananás…
Sujeito 2 – Ok, então dá-lhe um beijo nas nalgas
Introdução
Dor no joelho??? Que raio… então mas…
Calma, não é preciso interrogar-se mais e com esta introdução pretendo atender às preces das pessoas que neste momento acenam a cabeça e pensam “Coitado, deve ter as rótulas todas apanhadinhas”.
Não meus caros, também não tem nada a ver com isso, xiça… olha ò nível pá!!!
Dor no joelho é uma expressão que uso no dia a dia que serve como desculpa em relação a um pedido. Por exemplo, alguém vem ter contigo e diz: “Emprestas-me 25 euros?”
Nesta situação tens duas alternativas; ou és boa pessoa e emprestas (não me parece) ou então, e esta parece ser a opção mais certa, sem hesitares respondes:
“Epá, deu-me aqui uma dor no joelho…” – o resultado está à vista.
Ok, parece que piorei a situação, neste momento meia dúzia de pessoas desistiram de ler o resto do texto. Vou então explicar o objectivo deste blog. Vivemos num mundo onde certas e determinadas coisas nos passam ao lado e não paramos para reflectir. Aquelas situações onde olhamos para nós próprios e pensamos “Realmente, porque é que… então …”
Refiro-me às situações caricatas, aquelas coisas que só de pensar que alguém sabe que aquilo se passou comigo, escolheria o suicídio como opção, mas isso varia de pessoa para pessoa.
Este blog serve então para expressar o meu ponto de vista sobre tudo aquilo que me parece mal enquadrado, numa sociedade demasiado enigmática (ou não)
Calma, não é preciso interrogar-se mais e com esta introdução pretendo atender às preces das pessoas que neste momento acenam a cabeça e pensam “Coitado, deve ter as rótulas todas apanhadinhas”.
Não meus caros, também não tem nada a ver com isso, xiça… olha ò nível pá!!!
Dor no joelho é uma expressão que uso no dia a dia que serve como desculpa em relação a um pedido. Por exemplo, alguém vem ter contigo e diz: “Emprestas-me 25 euros?”
Nesta situação tens duas alternativas; ou és boa pessoa e emprestas (não me parece) ou então, e esta parece ser a opção mais certa, sem hesitares respondes:
“Epá, deu-me aqui uma dor no joelho…” – o resultado está à vista.
Ok, parece que piorei a situação, neste momento meia dúzia de pessoas desistiram de ler o resto do texto. Vou então explicar o objectivo deste blog. Vivemos num mundo onde certas e determinadas coisas nos passam ao lado e não paramos para reflectir. Aquelas situações onde olhamos para nós próprios e pensamos “Realmente, porque é que… então …”
Refiro-me às situações caricatas, aquelas coisas que só de pensar que alguém sabe que aquilo se passou comigo, escolheria o suicídio como opção, mas isso varia de pessoa para pessoa.
Este blog serve então para expressar o meu ponto de vista sobre tudo aquilo que me parece mal enquadrado, numa sociedade demasiado enigmática (ou não)
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