Um novo desafio está à minha espera
Sou finalista do curso de Ciências da Comunicação e estou a um pequeno passo de terminar este caminho que durou 4 anos. Quatro anos de muitas experiências.
Frequento a Universidade Autónoma de Lisboa (UAL) e no 1º ano (2001) deparei-me com uma realidade completamente distinta daquilo a que estava habituado. Novo ambiente, novos colegas, novo local de aulas, novo tipo de estudo, novos métodos de ensino, enfim, uma panóplia de novidades que não irei dissertar na totalidade, mas fica o essencial.
Como finalista quero fazer uma pequena retrospectiva de tudo aquilo que se passou nestes 4 anos. De facto, aprendi muitas coisas, mesmo enfrentando condições pouco favoráveis – refiro-me à Universidade em si, pouco apelativa – mas com boas condições, pelo menos, para os alunos de jornalismo. Muitas cadeiras foram, de facto, boas e úteis para elevar a minha cultura geral. Outras, nem por isso e só serviram para “encher”.
No 1º ano as coisas não foram fáceis. Onze cadeiras por semestre foram um desafio brutal para todos e para mim em particular. Houve momentos em que me perguntava: “Será que vale a pena?”
Custou imenso e em certas alturas pensei mesmo desistir. No entanto, superei estas adversidades. Por isso aconselho sempre aqueles que estão desiludidos com o curso pelas suas dificuldades e exigências para não baixarem os braços e continuarem a lutar.
No 2º ano, as coisas não se alteraram muito. Menos uma cadeira por semestre, mas as mesmas dificuldades e a exigência dos professores apertava ainda mais. Teoria, teoria, teoria e nada de prático. Mas como já estava dentro da “rotina” as coisas correram melhor do que no ano de caloiro.
No 3º ano finalmente escolhi a variante que pretendia seguir. Optei pelo jornalismo, pois foi sempre esta a minha ideia desde que entrei na UAL.
Tudo passou a ser mais simples a partir daqui. Apesar de continuar a ter cadeiras complicadas e algumas extremamente exigentes, a componente prática passou a ser uma realidade palpável.
Mas a universidade não foi só estudo. Aqui também cresci como pessoa. Experiências positivas, outras nem tanto, colocaram-me “face – a – face” com situações, por vezes, embaraçosas.
Aqui aprendi a gostar, a brincar, a amar, a sorrir… mas também tive decepções, frustrações, desilusões, momentos de tristeza e amargura, irritações, mais coisas negativas do que esperava, confesso. Nunca odiei, nem nunca desejei mal a ninguém, mas algumas pessoas conseguiram apunhalar-me bem no fundo e ainda tiveram o desplante de me agredirem nas feridas.
Aqui criei amizades, talvez não tantas como esperava, mas os meus verdadeiros amigos ficarão para o resto da vida.
Num universo tão extenso é normal que cada pessoa tenha uma forma diferente de pensar. Somos todos diferentes, pois então! O problema é que alguns acham-se “senhores da razão”, que o mundo gira “à sua volta” e não olham a meios para imporem a sua forma de pensar. Tenho pena que muitos procedam desta forma. Enfim, escapam aqueles que, realmente, irão ficar aqui, bem perto do meu coração.
Muitas emoções e tristezas marcaram a minha passagem na UAL. Às vezes as desilusões conseguiram ganhar uma dimensão que nunca imaginei ser possível. De facto, não esperava que certas pessoas mudassem tanto em tão pouco tempo.
4 anos são 4 anos!!! E para o resto da vida??? Também vão ter estas atitudes???
Não sou perfeito, tenho muitos defeitos, mas pelo menos dou-me a conhecer tal como sou, gostem ou não, sou assim. Por vezes até fico calado só para agradar a todos e não ter que me chatear, mas no fundo, sei que no fim vale o sacrifício.
Reconheço os meus defeitos e lamento que em certas situações nem sempre esteja de acordo, pois também tenho de valer a minha vontade, mas espero que daqui a 10, 20, 30 anos, tenha o mesmo espírito e não perca tempo com parvoíces e mexericos. É sinal de que não mudei.
Apesar de estar numa turma que muitos diziam não ser unida – e é um facto, não posso negá-lo – acho que não é motivo suficiente para cada um “puxar a brasa à sua sardinha” e fugir às suas próprias responsabilidades.
Gostava que as coisas tivessem sido diferentes. É este o meu desabafo. Mais do que o curso em si, mais do que tudo que já estudei, mais do que os exames, mais do que as orais, nós, pessoas, colegas e amigos, deveríamos ter feito um esforço maior.
Pensava que a Universidade era completamente diferente de tudo o resto. E foi. Mas não pelas melhores razões.
Ainda assim, sinto-me feliz por ter chegado onde nunca imaginei chegar. Daqui para a frente as coisas serão ainda mais complicadas.
O pior vem a caminho mas o desafio da vida reside aí mesmo; na coragem de enfrentar aquilo que nos atormenta.
Boa sorte para todos os que, como eu, também terminaram esta etapa.
Para os que ainda estão a meio, continuem em frente e não desistam. Vale a pena…nem que seja só para mostrarem a vós próprios que são mais fortes do que julgam.
Tenham “Utopia no olhar”.
Um novo rumo, sem nunca esquecer o que ficou para trás, guardando sempre as melhores memórias.
quarta-feira, junho 08, 2005
terça-feira, maio 31, 2005
Zé Dias – Best of: “Frango tipo Leitão”
Decidi terminar com a secção “Melhores capas de cd’s”, mas para compensar, criei uma nova rubrica intitulada “Zé Dias – Best of”.
Este espaço tem como objectivo projectar algumas das melhores imagens que descrevam o quanto de kinkado se produz em Portugal. Mais do que palavras passemos às imagens. Visionem a vencedora da semana:

Alguém consegue explicar-me que menu é este denominado “Frango tipo Leitão”? Se calhar é como o outro que vendia gato por lebre… lol!!!!
Ok, foi só uma chalaça do pior…
Não se esqueçam de me mandarem material para o mail www.dornojoelho@hotmail.com
Este espaço tem como objectivo projectar algumas das melhores imagens que descrevam o quanto de kinkado se produz em Portugal. Mais do que palavras passemos às imagens. Visionem a vencedora da semana:

Alguém consegue explicar-me que menu é este denominado “Frango tipo Leitão”? Se calhar é como o outro que vendia gato por lebre… lol!!!!
Ok, foi só uma chalaça do pior…
Não se esqueçam de me mandarem material para o mail www.dornojoelho@hotmail.com
segunda-feira, maio 30, 2005
Dobrada???Só mesmo de joelhos!!!
Depois de uma semana de euforia, o SLB resolveu oferecer aos seus adeptos uma exibição tão mediocre no Jamor que, sinceramente, não lembra às escolinhas.
Parabéns ao V. Setúbal que jogou bem melhor e foi um justo vencedor... e se o Benfica pretende continuar a ter no banco opções como o Karadas, Paulo Almeida ou o Everson podem contratar-me que eu jogo a custo zero... com dor no joelho e tudo.
Parabéns ao V. Setúbal que jogou bem melhor e foi um justo vencedor... e se o Benfica pretende continuar a ter no banco opções como o Karadas, Paulo Almeida ou o Everson podem contratar-me que eu jogo a custo zero... com dor no joelho e tudo.
quarta-feira, maio 25, 2005
Ninguém pára o Benfica, allez oh!!!
Finalmente!!!!!
Foram 11 anos de sofrimento para a grande família benfiquista, mas este domingo ninguém nos parou!!!
Somos nós, somos nós, campeões de Portugal somos nós.
O povo saiu à rua e saudou o Glorioso… fantástico.

Obrigado Benfica!
E já agora, a taça para este fim-de-semana.... Nada como uma boa dobradinha, não???
Foram 11 anos de sofrimento para a grande família benfiquista, mas este domingo ninguém nos parou!!!
Somos nós, somos nós, campeões de Portugal somos nós.
O povo saiu à rua e saudou o Glorioso… fantástico.

Obrigado Benfica!
E já agora, a taça para este fim-de-semana.... Nada como uma boa dobradinha, não???
segunda-feira, maio 23, 2005
Sporting – CSKA Moscovo – visões do Apocalipse
Na passada quarta feira o Sporting perdeu a possibilidade de conquistar a Taça UEFA, e que seria a primeira do seu historial. Como não sou adepto dos leões não vou escrever nada que esteja relacionado com essa partida, ganha pelos russos do CSKA Moscovo, apesar de compartilhar com a tristeza dos adeptos.
O que vou contar foi aquilo que sucedeu após o encontro de Alvalade.
Eu e o meu colega Farinha decidimos ir tirar umas fotos aos adeptos após o termo do jogo, para um trabalho da cadeira de Fotojornalismo. No entanto, não esperávamos que o Sporting perdesse e isso colocou-nos numa situação delicada. À falta de adeptos russos para comemorarem a conquista da Taça UEFA, decidimos ir ao aeroporto tirar fotos aos adeptos que supostamente, iriam apanhar o voo para a Rússia ou, pelo menos, acompanhariam a equipa moscovita até aí.
Chegados ao aeroporto, a jornada queimada desencadeou-se. Como não havia lugar para estacionar o bólide do Farinha, fomos ter com um polícia para saber onde eventualmente poderíamos deixar o carro. Eis o diálogo:
Eu – “Boa noite! Nós queríamos tirar uma fotos aos adeptos do CSKA Moscovo. Onde podemos estacionar o carro?”
Polícia – “Desconheço!”
Eu – “Ah, pois… ali atrás há lugares, mas a placa de sinalização diz reservada a VIPS.”
Polícia – “Pois, mas desconheço.”
Farinha (inconformado) – Então e não sabe a que horas chegam os adeptos do CSKA Moscovo ao aeroporto?”
Polícia (após uma longa pausa) – “Hum… também desconheço.”
Farinha (irritado) – “Mas sabe dizer-me mais ou menos a que horas chega a equipa do CSKA Moscovo?”
Polícia – “Bom, eles devem chegar depois das 23h (eram 22h45 quando a pergunta foi feita). No fundo, desconheço a hora a que chegam.”
Claro que depois daquela resposta, percebemos que não valia a pena continuar a fazer perguntas. Quando arrancámos, eu e o Farinha tivemos o mesmo pensamento em relação ao polícia:
“O PIOR!!!!!!!!!!!!!!!!!!!”
Decidimos então ir ao estádio do Sporting para ver se apanhávamos alguns adeptos russos para fotografar. Dito e feito, pois foi a melhor solução. Tivemos permissão para entrar no estádio, quer dizer, entrámos sem que ninguém dissesse nada e tirámos as ditas fotos, mais concretamente.
Quando parecia que já não havia mais nada de caricato para acontecer, eis que tive a visão mais kinkada destes últimos meses…
Eu e o Farinha vimos… como é que vou explicar isto por palavras… melhor, vejam pelos vossos próprios olhos.

Isso mesmo, o Homem-Aranha e ainda por cima o gajo é russo e adepto do CSKA… pá, só posso dizer isto:
“O PIOR!!!!!!!!!!!!!!!!!!!”

Cá está ele… agora percebo porque os russos venceram a Taça.
Com o Homem –Aranha também eu!!!!
O que vou contar foi aquilo que sucedeu após o encontro de Alvalade.
Eu e o meu colega Farinha decidimos ir tirar umas fotos aos adeptos após o termo do jogo, para um trabalho da cadeira de Fotojornalismo. No entanto, não esperávamos que o Sporting perdesse e isso colocou-nos numa situação delicada. À falta de adeptos russos para comemorarem a conquista da Taça UEFA, decidimos ir ao aeroporto tirar fotos aos adeptos que supostamente, iriam apanhar o voo para a Rússia ou, pelo menos, acompanhariam a equipa moscovita até aí.
Chegados ao aeroporto, a jornada queimada desencadeou-se. Como não havia lugar para estacionar o bólide do Farinha, fomos ter com um polícia para saber onde eventualmente poderíamos deixar o carro. Eis o diálogo:
Eu – “Boa noite! Nós queríamos tirar uma fotos aos adeptos do CSKA Moscovo. Onde podemos estacionar o carro?”
Polícia – “Desconheço!”
Eu – “Ah, pois… ali atrás há lugares, mas a placa de sinalização diz reservada a VIPS.”
Polícia – “Pois, mas desconheço.”
Farinha (inconformado) – Então e não sabe a que horas chegam os adeptos do CSKA Moscovo ao aeroporto?”
Polícia (após uma longa pausa) – “Hum… também desconheço.”
Farinha (irritado) – “Mas sabe dizer-me mais ou menos a que horas chega a equipa do CSKA Moscovo?”
Polícia – “Bom, eles devem chegar depois das 23h (eram 22h45 quando a pergunta foi feita). No fundo, desconheço a hora a que chegam.”
Claro que depois daquela resposta, percebemos que não valia a pena continuar a fazer perguntas. Quando arrancámos, eu e o Farinha tivemos o mesmo pensamento em relação ao polícia:
“O PIOR!!!!!!!!!!!!!!!!!!!”
Decidimos então ir ao estádio do Sporting para ver se apanhávamos alguns adeptos russos para fotografar. Dito e feito, pois foi a melhor solução. Tivemos permissão para entrar no estádio, quer dizer, entrámos sem que ninguém dissesse nada e tirámos as ditas fotos, mais concretamente.
Quando parecia que já não havia mais nada de caricato para acontecer, eis que tive a visão mais kinkada destes últimos meses…
Eu e o Farinha vimos… como é que vou explicar isto por palavras… melhor, vejam pelos vossos próprios olhos.

Isso mesmo, o Homem-Aranha e ainda por cima o gajo é russo e adepto do CSKA… pá, só posso dizer isto:
“O PIOR!!!!!!!!!!!!!!!!!!!”

Cá está ele… agora percebo porque os russos venceram a Taça.
Com o Homem –Aranha também eu!!!!
terça-feira, maio 03, 2005
Ser PORTUGUÊS (Zé Dias)
O povo português é conhecido por aquela maneira peculiar de encarar determinadas situações. Parecemos ser sempre diferentes dos outros povos do mundo. Mas o mais engraçado é que ninguém parece dar conta e tudo passa incólume aos olhos dos mais intelectuais.
Decidi recolher algumas das coisas que os típicos “tugas” – leia-se Zé Dias, para quem está a par do meu dialecto – fazem no dia-a-dia.
Gostaria que reflectissem sobre tudo isto e se acham que nós somos mesmo diferentes do resto do mundo. Pela amostra…
Então cá vai:
- Levar arroz de frango para a praia.
- Guardar aquelas cuecas velhas para polir o carro
- Ter tido a última grande vitória militar em 1385.
- Guiar como um maníaco e ninguém se importar com isso.
- Levar a vida mais relaxada da Europa, mesmo sendo os últimos de todas as listas
- Ter sempre marisco, tabaco e álcool a preços de saldo.
- Receber visitas e ir logo mostrar a casa toda.
- Por os máximos para avisar os outros condutores da polícia adiante.
- Ter o resto do mundo a pensar que Portugal é uma província espanhola.
- Exigir que lhe chamem "Doutor" mesmo sendo um Zé-ninguém.
- Passar o domingo no Centro Comercial.
- Tirar a cera dos ouvidos com a chave do carro ou com a tampa da esferográfica.
- Axaxinar o Portuguex ao eskrever.
- Ir à aldeia todos os fins-de-semana visitar os pais ou avós.
- Gravar a "Análise da SuperLiga".
- Ter diariamente pelo menos 8 telenovelas brasileiras na TV.
- Já ter "ido à bruxa".
- Ver a “Quinta das Celebridades.”
- Filhos baptizados e de catecismo na mão mas nunca por os pés na igreja.
- Ir de carro para todo o lado, aconteça o que acontecer.
- Ter evacuado as Amoreiras no 11 de Setembro 2001.
- Viver mal, e dizer que o governo que temos é bom.
- Graças a Deus, não ser espanhol.
- Lavar o carro na fonte ao domingo.
- Não ser racista, mas abrir uma excepção com os ciganos.
- Levar com as piadas dos brasileiros, mas só saber fazer piadas dos alentejanos.
- Ainda ter uma mãe ou avó que se veste de luto.
- Viver em casa dos pais até aos 30.
- Acender o cigarro a qualquer hora e em qualquer lugar sem quaisquer preocupações.
- Ter bigode e ser baixinho(a).
- Conduzir sempre pela faixa da esquerda.
- Ter três telemóveis.
- Jurar não comprar azeite espanhol nem morto, apesar da maioria do azeite vendido em Portugal ser espanhol.
- Apesar de ter 3 telemóveis, em situações de emergência e que é necessário telefonar diz logo que o número não é da sua rede ou que não tem saldo.
- Deixar a telenovela a gravar.
- Organizar jogos de futebol solteiros e casados.
- Ir à bola, comprar "prá geral" e saltar "prá central".
- Gastar uma fortuna no telemóvel mas pensar duas vezes antes de ir ao dentista.
- Super-bock, tremoços, caracóis e marisco.
- Cometer 3 infracções ao código da estrada em 5 segundos.
- Graças a Deus, não ser brasileiro.
- Algarve em Agosto.
- Ir passear de carro ao domingo para a avenida principal.
- Pode faltar dinheiro para comer, mas há sempre para o tabaco e para a bola.
- Pagar tudo a prestações mesmo que não tenha condições financeiras para tal.
- Ter carro novo e nunca semi-novo mesmo que tenha de abdicar de tudo o resto.
- Dizer "prontos" no fim de cada frase.
- Quando alguém pergunta: “Como vai?” e responder “Olhe, vai-se andando!” ou “Cá estamos!”
- Tem que ter sempre mais doenças que todas as outras pessoas.
- Deixar para amanhã aquilo que ficou programado no mês passado.
- Tirar a torrada da torradeira com um garfo.
- Comer de boca aberta e falar de boca cheia.
- Achar que percebe de tudo e que a sua opinião é sempre a mais correcta.
- Disfarçar as nódoas que caem no sofá com uma almofada.
- Saber o nome dos concorrentes da “Quinta das Celebridades” e não saber o nome de um único ministro do Governo.
- Pôr uma merda qualquer no carro para parecer “tuning”.
- Falar alto e ainda mais alto quando atende o telemóvel.
- Ter um blog :) (esta era só uma chalaça…)
Decidi recolher algumas das coisas que os típicos “tugas” – leia-se Zé Dias, para quem está a par do meu dialecto – fazem no dia-a-dia.
Gostaria que reflectissem sobre tudo isto e se acham que nós somos mesmo diferentes do resto do mundo. Pela amostra…
Então cá vai:
- Levar arroz de frango para a praia.
- Guardar aquelas cuecas velhas para polir o carro
- Ter tido a última grande vitória militar em 1385.
- Guiar como um maníaco e ninguém se importar com isso.
- Levar a vida mais relaxada da Europa, mesmo sendo os últimos de todas as listas
- Ter sempre marisco, tabaco e álcool a preços de saldo.
- Receber visitas e ir logo mostrar a casa toda.
- Por os máximos para avisar os outros condutores da polícia adiante.
- Ter o resto do mundo a pensar que Portugal é uma província espanhola.
- Exigir que lhe chamem "Doutor" mesmo sendo um Zé-ninguém.
- Passar o domingo no Centro Comercial.
- Tirar a cera dos ouvidos com a chave do carro ou com a tampa da esferográfica.
- Axaxinar o Portuguex ao eskrever.
- Ir à aldeia todos os fins-de-semana visitar os pais ou avós.
- Gravar a "Análise da SuperLiga".
- Ter diariamente pelo menos 8 telenovelas brasileiras na TV.
- Já ter "ido à bruxa".
- Ver a “Quinta das Celebridades.”
- Filhos baptizados e de catecismo na mão mas nunca por os pés na igreja.
- Ir de carro para todo o lado, aconteça o que acontecer.
- Ter evacuado as Amoreiras no 11 de Setembro 2001.
- Viver mal, e dizer que o governo que temos é bom.
- Graças a Deus, não ser espanhol.
- Lavar o carro na fonte ao domingo.
- Não ser racista, mas abrir uma excepção com os ciganos.
- Levar com as piadas dos brasileiros, mas só saber fazer piadas dos alentejanos.
- Ainda ter uma mãe ou avó que se veste de luto.
- Viver em casa dos pais até aos 30.
- Acender o cigarro a qualquer hora e em qualquer lugar sem quaisquer preocupações.
- Ter bigode e ser baixinho(a).
- Conduzir sempre pela faixa da esquerda.
- Ter três telemóveis.
- Jurar não comprar azeite espanhol nem morto, apesar da maioria do azeite vendido em Portugal ser espanhol.
- Apesar de ter 3 telemóveis, em situações de emergência e que é necessário telefonar diz logo que o número não é da sua rede ou que não tem saldo.
- Deixar a telenovela a gravar.
- Organizar jogos de futebol solteiros e casados.
- Ir à bola, comprar "prá geral" e saltar "prá central".
- Gastar uma fortuna no telemóvel mas pensar duas vezes antes de ir ao dentista.
- Super-bock, tremoços, caracóis e marisco.
- Cometer 3 infracções ao código da estrada em 5 segundos.
- Graças a Deus, não ser brasileiro.
- Algarve em Agosto.
- Ir passear de carro ao domingo para a avenida principal.
- Pode faltar dinheiro para comer, mas há sempre para o tabaco e para a bola.
- Pagar tudo a prestações mesmo que não tenha condições financeiras para tal.
- Ter carro novo e nunca semi-novo mesmo que tenha de abdicar de tudo o resto.
- Dizer "prontos" no fim de cada frase.
- Quando alguém pergunta: “Como vai?” e responder “Olhe, vai-se andando!” ou “Cá estamos!”
- Tem que ter sempre mais doenças que todas as outras pessoas.
- Deixar para amanhã aquilo que ficou programado no mês passado.
- Tirar a torrada da torradeira com um garfo.
- Comer de boca aberta e falar de boca cheia.
- Achar que percebe de tudo e que a sua opinião é sempre a mais correcta.
- Disfarçar as nódoas que caem no sofá com uma almofada.
- Saber o nome dos concorrentes da “Quinta das Celebridades” e não saber o nome de um único ministro do Governo.
- Pôr uma merda qualquer no carro para parecer “tuning”.
- Falar alto e ainda mais alto quando atende o telemóvel.
- Ter um blog :) (esta era só uma chalaça…)
terça-feira, abril 26, 2005
As melhores capas de cd´s – 52.4% Dreamers
Aí está a mais recente banda que vai fazer furor nos corações das meninas mais sensíveis.
Preparem-se porque os “52.4% Dreamers” estão aí. As boysbands que se cuidem porque estes 4 estarolas são…. O PIOR!!!!
Elas gemem, suspiram, arrancam cabelos, atiram roupa interior para o palco, enfim, uma euforia nunca vista…
O estilo, a pose efémera dos quatro que augura algo de tentador…
O penteadinho, o despenteado, o mapista e o oculista.
Um quarteto que irá provocar um novo andar a muita gente. Preparem-se!!!

O álbum de estreia intitulado “Baby, aluguei um carro para te levar à Choupana” – Live contém alguns dos seguintes singles:
1. AAAAAAAAÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍ, meu estupor!
2. Aguenta, que n’doye!
3. Tou de amores para com tu
4. A gosma que nos une
5. Só tenho olhos para ti (e mais umas quantas)
6. Baby, aluguei um carro para te levar à Choupana
7. Toma toma, meu xuxu
8. Mortinho por fazer o “brlance brlance”
9. De joelhos é mais difícil
10. Chlép chlép…muito bom!!!
Preparem-se porque os “52.4% Dreamers” estão aí. As boysbands que se cuidem porque estes 4 estarolas são…. O PIOR!!!!
Elas gemem, suspiram, arrancam cabelos, atiram roupa interior para o palco, enfim, uma euforia nunca vista…
O estilo, a pose efémera dos quatro que augura algo de tentador…
O penteadinho, o despenteado, o mapista e o oculista.
Um quarteto que irá provocar um novo andar a muita gente. Preparem-se!!!

O álbum de estreia intitulado “Baby, aluguei um carro para te levar à Choupana” – Live contém alguns dos seguintes singles:
1. AAAAAAAAÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍ, meu estupor!
2. Aguenta, que n’doye!
3. Tou de amores para com tu
4. A gosma que nos une
5. Só tenho olhos para ti (e mais umas quantas)
6. Baby, aluguei um carro para te levar à Choupana
7. Toma toma, meu xuxu
8. Mortinho por fazer o “brlance brlance”
9. De joelhos é mais difícil
10. Chlép chlép…muito bom!!!
quarta-feira, abril 13, 2005
Viagem à Madeira
Fomos à descoberta de um novo destino, de uma nova rota e quando nos deparámos de quanto tão bela é a Madeira não queríamos acreditar.
Há quem diga que é um jardim à beira mar plantado. E faz todo o sentido. Em 400 km ficámos a conhecer um mundo completamente diferente e que me levou a pensar que o nosso país, de facto, tem mais beleza do que muitos julgam.
E não fui o único a ter essa impressão. Perguntem à Ana, à Patrícia, ao Pedro, ao Sérgio e ao Tiago, que partilharam esta experiência comigo, as impressões com que ficaram da Madeira e perceberão porque faço este rasgo elogio.
A paisagem rodeada de um verde infinito, banhada pelo mar azul, montanhas vertiginosas envoltas em nevoeiro, gente simples e simpática, comida e bebida deliciosas, um estilo de vida fora do quotidiano a que eu estou habituado.
Cinco dias foram escassos mas fica a certeza de que um dia lá regressarei. Porque me orgulho do encanto que a Madeira oferece ao nosso país.

Beleza natural

Os seis magníficos

O quarteto temível

Las meninas
Há quem diga que é um jardim à beira mar plantado. E faz todo o sentido. Em 400 km ficámos a conhecer um mundo completamente diferente e que me levou a pensar que o nosso país, de facto, tem mais beleza do que muitos julgam.
E não fui o único a ter essa impressão. Perguntem à Ana, à Patrícia, ao Pedro, ao Sérgio e ao Tiago, que partilharam esta experiência comigo, as impressões com que ficaram da Madeira e perceberão porque faço este rasgo elogio.
A paisagem rodeada de um verde infinito, banhada pelo mar azul, montanhas vertiginosas envoltas em nevoeiro, gente simples e simpática, comida e bebida deliciosas, um estilo de vida fora do quotidiano a que eu estou habituado.
Cinco dias foram escassos mas fica a certeza de que um dia lá regressarei. Porque me orgulho do encanto que a Madeira oferece ao nosso país.

Beleza natural


Os seis magníficos


O quarteto temível


Las meninas
quinta-feira, março 31, 2005
Dor no joelho – da ficção à realidade (2ª Parte)
Na segunda parte desta saga cá vai a história da mítica operação ao joelho.
Dia 12 de Janeiro de 2005. Era este o dia da operação. Uma semana antes recebi a tal chamada do Hospital a darem-me conta do dia da operação. Fiquei surpreendido, esperava ficar mais alguns meses à espera. Nada mau!
Fui internado um dia antes da operação, ou seja, dia 11 e a balbúrdia começou aqui.
Pediram-me para comparecer no Hospital Curry Cabral, na unidade de Ortopedia às 9h30. À hora pedida lá estava eu, à espera… e muito tive de esperar. Primeiro porque não havia cama, depois já havia mas tinha de esperar que a pessoa que lá estava se fosse embora. Portanto, mais coisa menos coisa, às 18 horas (!) fui internado, cerca de 7 horas de espera… coisa pouca, coisa pouca!
Como ia ser operado ao joelho, uma enfermeira ofereceu-se para me fazer a depilação. Eu expliquei-lhe que ia ser operado ao joelho. Em vão. Rapou-me a perna toda. Kinkada!!!!
Depois conheci os meus colegas de quarto. “Simpáticos”, pensava eu antes de ouvir umas certas histórias acerca de uns doentes que haviam passado por ali. Um daqueles tipos que passa grande parte da vida no hospital veio ter comigo e disse-me que o João Baião já havia sido operado naquele hospital!
E que ficou internado no meu quarto!
Na minha cama!!!
Parou tudo ali…
Quer dizer, o dia até me estava a correr bem, algumas horas de espera, o trauma de ser operado…
AGORA, FICAR A SABER QUE O JOÃO BAIÃO FICOU NA MESMA CAMA QUE EU!!!!
Acalmei-me, tomei os comprimidos e contaram-me que o João Baião tinha sido operado às ancas. E o que consta é que o macaco Adriano foi o responsável pela lesão. Rumores!!!
Depois foi servido o jantar e a partir daquele momento fiquei a saber porque razão a comida dos hospitais tem má fama. Realmente é de bradar aos céus.
Como não tinha nada para me entreter fiquei a ler um livro e deitei-me por volta das 22 horas.
No outro dia, a enfermeira acordou-me por volta das 7 horas. Tomei banho e preparei-me para ir “à faca”. “Tá-se bem”, pensava eu.
Fui para o corredor, já enfiado na maca e fiquei cerca de 1 hora à espera para entrar no bloco operatório. Aí, fiquei a saber que ia levar com uma anestesia epidoral. Muito bom, ainda por cima, quando o médico falhou com a agulha umas quantas vezes, picando-me as costas várias vezes.
“Não há problema, o gajo tem as costas largas”, devia ser este o sentimento do anestesista.
Para tornar aquele cenário mais horripilante, reparei que estava ali umas quantas jovens com batas. É obvio que o susto foi enorme porque não queria ser operado por estagiarias. Mas depois reparei que elas iam apenas ficar ali para observar a operação. Vá lá!!!
Fui operado, trataram do menisco roto e fui à minha vida, para o quarto do hospital. Fiquei a soro e quando acordei ainda não sentia nada da cintura para baixo, efeito da anestesia. Só vos digo que é uma sensação muito, muito, mas muito esquisita. Ainda por cima para quem é homem… não sei se já apanharam.
Durante esse dia não fiz mais nada pois não podia sair da cama.
No dia seguinte, o médico observou-me, disse que estava óptimo e tive alta. Vesti-me e às 4 da tarde já estava em casa. Durante umas semanas andei de canadianas (mudanças manuais) e agora já estou novamente em forma… pelo menos com um andar decente… e já tenho saudades de jogar à bola… tá quase!
E pronto, era isto que eu tinha para vos contar. Uma história bizarra mas interessante.
Até à próxima rotura!
Dia 12 de Janeiro de 2005. Era este o dia da operação. Uma semana antes recebi a tal chamada do Hospital a darem-me conta do dia da operação. Fiquei surpreendido, esperava ficar mais alguns meses à espera. Nada mau!
Fui internado um dia antes da operação, ou seja, dia 11 e a balbúrdia começou aqui.
Pediram-me para comparecer no Hospital Curry Cabral, na unidade de Ortopedia às 9h30. À hora pedida lá estava eu, à espera… e muito tive de esperar. Primeiro porque não havia cama, depois já havia mas tinha de esperar que a pessoa que lá estava se fosse embora. Portanto, mais coisa menos coisa, às 18 horas (!) fui internado, cerca de 7 horas de espera… coisa pouca, coisa pouca!
Como ia ser operado ao joelho, uma enfermeira ofereceu-se para me fazer a depilação. Eu expliquei-lhe que ia ser operado ao joelho. Em vão. Rapou-me a perna toda. Kinkada!!!!
Depois conheci os meus colegas de quarto. “Simpáticos”, pensava eu antes de ouvir umas certas histórias acerca de uns doentes que haviam passado por ali. Um daqueles tipos que passa grande parte da vida no hospital veio ter comigo e disse-me que o João Baião já havia sido operado naquele hospital!
E que ficou internado no meu quarto!
Na minha cama!!!
Parou tudo ali…
Quer dizer, o dia até me estava a correr bem, algumas horas de espera, o trauma de ser operado…
AGORA, FICAR A SABER QUE O JOÃO BAIÃO FICOU NA MESMA CAMA QUE EU!!!!
Acalmei-me, tomei os comprimidos e contaram-me que o João Baião tinha sido operado às ancas. E o que consta é que o macaco Adriano foi o responsável pela lesão. Rumores!!!
Depois foi servido o jantar e a partir daquele momento fiquei a saber porque razão a comida dos hospitais tem má fama. Realmente é de bradar aos céus.
Como não tinha nada para me entreter fiquei a ler um livro e deitei-me por volta das 22 horas.
No outro dia, a enfermeira acordou-me por volta das 7 horas. Tomei banho e preparei-me para ir “à faca”. “Tá-se bem”, pensava eu.
Fui para o corredor, já enfiado na maca e fiquei cerca de 1 hora à espera para entrar no bloco operatório. Aí, fiquei a saber que ia levar com uma anestesia epidoral. Muito bom, ainda por cima, quando o médico falhou com a agulha umas quantas vezes, picando-me as costas várias vezes.
“Não há problema, o gajo tem as costas largas”, devia ser este o sentimento do anestesista.
Para tornar aquele cenário mais horripilante, reparei que estava ali umas quantas jovens com batas. É obvio que o susto foi enorme porque não queria ser operado por estagiarias. Mas depois reparei que elas iam apenas ficar ali para observar a operação. Vá lá!!!
Fui operado, trataram do menisco roto e fui à minha vida, para o quarto do hospital. Fiquei a soro e quando acordei ainda não sentia nada da cintura para baixo, efeito da anestesia. Só vos digo que é uma sensação muito, muito, mas muito esquisita. Ainda por cima para quem é homem… não sei se já apanharam.
Durante esse dia não fiz mais nada pois não podia sair da cama.
No dia seguinte, o médico observou-me, disse que estava óptimo e tive alta. Vesti-me e às 4 da tarde já estava em casa. Durante umas semanas andei de canadianas (mudanças manuais) e agora já estou novamente em forma… pelo menos com um andar decente… e já tenho saudades de jogar à bola… tá quase!
E pronto, era isto que eu tinha para vos contar. Uma história bizarra mas interessante.
Até à próxima rotura!
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