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quinta-feira, janeiro 27, 2011

Importante para refletir

O que aqui escrevi na integra, é acerca da notícia mais badalada dos últimos dias, fazendo esquecer alguns assuntos urgentes da nossa sociedade. No entanto, este assunto faz-nos pensar para onde se caminha, especialmente a nossa juventude, com a pressa de se tornarem famosos.
Achei interessante a forma como foi abordado o tema, na publicação do "i" online, mas qual não diz quem é autor.



«Toda a gente tem sonhos. E segredos. E pecados. Quem não sonha está morto; quem não se resguarda é tonto; quem não peca é santo. Sonhos, segredos e pecados não são crime. O problema está na fronteira que determina as respectivas definições. E, mais importante, na maturidade e no bom-senso necessários para suportar cada um deles. Como em tudo na vida, de vez em quando é preciso colocar o pé no travão.

Renato Seabra, 21 anos, finalista de Ciências do Desporto, em Coimbra, tinha um sonho: ser manequim, provavelmente internacional. Ambição legítima. Candidatou-se a um concurso televisivo, que a televisão parece ser o único veículo reconhecido como eficaz pela geração à qual pertence. Ficou em segundo lugar. A família há-de ter ficado feliz. Os amigos também. Ninguém questionou. Ninguém accionou o travão.

Neste tempo, nada parece satisfazer mais as pessoas do que exibir o seu talento, seja ele qual for, na televisão - e a televisão dá para tudo: para cantar, dançar, representar, cozinhar, emagrecer ou só para simular o quotidiano dentro de uma jaula. Vale tudo. Daqui a cem ou duzentos anos, há-de falar-se deste tempo como um tempo muito sinistro. Mas nem a televisão, com toda a sua pressa, parece ter conseguido responder à urgência do sonho de Renato. E, por isso, talvez ele tivesse também um segredo.

Que mal teria aproximar-se de Carlos Castro, 65 anos, velho colunista do suposto glamour nacional a quem os transeuntes desse suposto glamour agradeciam a rampa de lançamento, se com isso conseguisse acelerar a projecção da sua carreira? Aparentemente, não teria mal nenhum. Se tivesse tido travão. Maturidade e bom senso. E verdade, já agora, que é coisa que também começa a escassear. Ou alguém por ele. Se tivesse havido uma mãe ou um pai que tivesse pensado duas vezes antes de autorizar o filho a viajar (para Madrid, Londres e Nova Iorque) com aquele homem, por muito conhecido que fosse. Com aquele ou com qualquer outro. Mas os holofotes cegam quem nos holofotes quer ser feliz. E foi seguramente um Renato cego, independentemente de ser homo ou heterossexual, que matou outro homem, também ele cego, Carlos Castro. O primeiro, cego pela ambição; o segundo, cego pela devoção de um rapaz mais novo. Num crime que se presta a tanto folclore - as piadas ainda não começaram, mas não hão-de tardar -, o que mais me choca não é a morte, por monstruosa que tenha sido.

O que verdadeiramente me choca é disponibilidade mental que as pessoas cada vez mais parecem ter para permutar a honra pela desonra. Mesmo que para sempre consigam manter a desonra em segredo. E, neste caso, não sei quem a permutou primeiro: se o homem que não teve coragem para se afastar de um miúdo sequioso de fama, preferindo acreditar que este o amava; se o miúdo, perigosíssima e preocupante amostra de uma geração, que é capaz de se violentar ao ponto de fingir amar alguém só para daí retirar benefício.

Choca-me ainda mais a quantidade de histórias destas que hão-de pulular por aí sem que delas tenhamos conhecimento só porque não tiveram um desfecho trágico. E choca-me, finalmente, que a comunicação social, tão empenhada que está em abordar o assunto com pinças e pruridos, esteja a passar ao lado do assunto que mais interessa: quem é responsável pela desintegração dos valores desta gente, que é muita, para quem a vida só é vida se for mediática? E quem os protege? Do sonho e do segredo de Renato, restou-lhe apenas o pecado. Capital. Poderia ser mais triste?»

“i” online

segunda-feira, janeiro 17, 2011

Zé volta a fazer das suas



Que deja vu!!! O candidato José Manuel Coelho continua empenhado nas suas acções de campanha, mas desta vez mudou a cor do precioso.

segunda-feira, janeiro 10, 2011

terça-feira, janeiro 04, 2011

Ser ou não ser...


Castelo Branco vai mudar de sexo. A questão que se coloca é: Homem ou mulher, Zé?

Reparem na primeira imagem, que até a mulher da linguagem gestual ficou desorientada.

quinta-feira, dezembro 30, 2010

A Ensitel que "aperta"

Neste link podem ficar par da história mais badalada do momento. Ao que parece os direitos dos consumidores continuam a ser colocados em causa e nem a justiça tem coragem para os resolver. Pior que isso é saber que a própria liberdade de expressão está a ser colocada debaixo de fogo.



Em resumo, tudo começou quando Maria João Nogueira, recebeu de presente um Nokia E 71 comprado na Ensitel. O telemóvel vinha com defeito, e na Ensitel recusaram-se a dar-lhe um novo e, posteriormente a devolver-lhe o dinheiro. O processo foi para tribunal e Maria João foi intimada a apagar todos os seus posts que tinha no seu blog pessoal.




Aproveito para relembrar esta história que se passou comigo há quase um ano. O problema foi resolvido, mas a muito custo.

segunda-feira, dezembro 20, 2010

"Na minha próxima vida quero vivê-la de trás para a frente...‏"

"Na minha próxima vida quero vivê-la de trás para a frente.
Começar morto para despachar logo esse assunto. Depois acordar num lar de idosos e sentir-me melhor a cada dia que passa. Ser expuslo porque estou demasiado saudável, ir receber a pensão e começar a trabalhar, receber logo um relógio de ouro no primeiro dia. Trabalhar 40 anos até ser novo o suficiente para gozar a reforma. Divertir-me, embebedar-me e ser de uma forma geral promíscuo, e depois estar pronto para p liceu. Em seguida a primária, fica-se criança e brinca-se. Não temos responsabilidades e ficamos um bébé até nascermos. Por fim, passamos 9 meses a flutuar num spa de luxo com aquecimento central, serviço de quartos à descrição e um quarto maior de dia para dia e depois... Voila! Acaba como um orgasmo!"

“Woody Allen”